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domingo, 18 de setembro de 2011

Essa Tal Liberdade?

Almejada por todos os povos como sinal de hegemonia da Democracia. Desejada a ferro e fogo por vários povos, antigos e contemporâneos no decorrer de nossa história, e em quase o mundo todo, a impressão que passa é que se trata de uma utopia, um destino distante. Sabemos que existe – em algum lugar, talvez... Mas, sabemos o que é?

Liberdade - A chave para o cadeado
 
Começando pelo “basicão”:
(latim libertas, -atis – ato)

- Conjunto das idéias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão.
- Franqueza.
- Licença.
- Desassombro.
- Demasiada familiaridade – Para os políticos isso pode ser confundido até demais, prossigamos!


Acho que chegamos a uma idéia prática do que é. Porém, sabemos que tem mais coisa relacionada: Impunidade – ou regalias, por exemplo, nos remete a Liberdade (ou Liberdade em demasia). E o que nos faz concluir que liberdade existe no Brasil. Mas, que como todas as outras coisas é comprada com dinheiro, e não um direito acessível ao povo.

Agora, que sabemos que existe e como podemos definir, precisamos conceituar na prática nossa luta nesse contexto.

Uma das principais metas mais conhecidas da Anonymous – em âmbito global – é a conquista da Liberdade. Mas, até onde a liberdade realmente nos pertence? Parece simples: A partir do momento que a minha liberdade não afeta a liberdade a sua, estou livre. Realmente parece simples. Mas, a simplicidade acaba quando vivemos numa sociedade globalizada – principalmente pelo fluxo de informação (que o que se diz, ainda sofre pela falta da “tal” liberdade).

Circunstâncias me levam a crer que Liberdade é um estado de espírito. Que assim como o amor, a calma, a raiva, são afetados por contextos externos, que com o passar dos acontecimentos, vai sendo nutrida, alimentada, ou diminuída, desfalecida. Por pessoas diretamente relacionadas as pessoas envolvidas ou não.

Eu me sentir livre não significa que você, que nos lê nesse momento, também se sinta. Afinal devo ter razões pra me sentir livre, e você razões contrárias. Portanto, não importa muito se A ou B é livre ou não, pelo menos nesse momento.

Saindo desse contexto tão abrangente que é a Liberdade propriamente dita, vamos falar um pouco da Liberdade de Informação.
A livre circulação da Informação é tido como um dos pilares que asseguram a saúde de uma Democracia (que é uma discussão nossa diária), e isso não somente no Brasil. Na França, por exemplo, foi decidido em seu Conselho Constitucional que o acesso a Internet é um direito humano fundamental. E que publicação de opiniões na rede mundial representa uma forma de liberdade de expressão.

A popularização da internet e a multiplicação de veículos de comunicação especializados nos mais diversos assuntos, com o conseqüente aumento da circulação de informações na sociedade, têm levado os magistrados (e os mais interessados em acompanhar o assunto) a apreciar, com freqüência cada vez maior, um conflito de difícil solução: entre o direito de a sociedade ser informada e o direito de as pessoas terem sua intimidade e honra resguardadas. O que deve prevalecer?  - Opa! Já temos uma primeira ressalva... Tá pensando que é fácil?

Vamos as ponderações:
O STJ – Supremo Tribunal de Justiça - tem se valido da técnica de ponderação de princípios para solucionar o conflito. A decisão sobre qual lado da balança deve ter maior peso sempre ocorre de forma caso – por – caso, na análise do caso concreto, processo por processo. Ou seja, não há uma fórmula pronta: em alguns casos vencerá o direito à informação; em outros, a proteção da personalidade.

O que norteia a aplicação desses princípios e a escolha de um ou outro direito é o interesse público da informação – OLHA O POVO AÍ!. Se uma notícia ou reportagem sobre determinada pessoa veicula um dado que, de fato, interessa à COLETIVIDADE, a balança tende para a liberdade de imprensa – e por conseqüência de Informação.

Se uma pessoa é prejudicada por uma notícia que se restringe à sua vida privada, haverá grande chance de ela obter indenização por ofensa à honra ou à intimidade. Prevalece, neste caso, o entendimento de que, embora seja relevante, o direito à informação não é uma garantia absoluta.

Nesse sentido, uma decisão da Quarta Turma proferida em dezembro de 2007 é paradigmática: “A liberdade de informação e de manifestação do pensamento não constitui direitos absolutos, sendo relativizados quando COLIDIREM com o direito à proteção da honra e da imagem dos indivíduos, bem como ofenderem o princípio constitucional da dignidade da PESSOAL HUMANA”, escreveu o ministro Massami Uyeda, relator do recurso em questão (Resp 783.139).

Uma coisa é certa: “Direito de personalidade é mais flexível para pessoas notórias” – Palavras do próprio Superior Tribunal Federal. Traduzindo, a Liberdade – e o direito de defesa dessa “Liberdade” é mais acessível pra quem pode pagar. Quem tem condiçõe$ de defender sua privacidade paga por ela.

Podemos chegar a uma margem de Liberdade pelo seguinte: A tese de que pessoas notórias, embora de maneira mais restrita, têm direito a prerrogativas com relação à sua personalidade também alcança os políticos. Um exemplo: No recurso envolvendo uma rádio de Mossoró, o Supremo Tribunal de Justiça, foi favorável aos argumentos apresentados pela prefeita (que aqui não citaremos o nome por razões óbvias), definiu que o limite para o exercício da liberdade de informação é a honra da pessoa que é objeto da informação divulgada.
Ou seja. Tem base o citado anterior, onde a liberdade de informação defende e preza ESPECIALMENTE a Democracia – no coletivo. A partir do momento que a informação ultrapassa a barreira do ser humano “não público”, a liberdade acaba. Pelo menos, o conceito colocado pelo STJ, isso DEVERIA ser acessível a todos, porém é BARRADO, CONTRADITO pela própria Instituição.

Esse estudo é longo, assim como a luta para a conquista de algo tão relevante para a sociedade. Todavia, as mesmas complexidades que encontramos em estudar sua aplicação, conceitos e diversidades, encontramos para tratar as pessoas que vejam a Liberdade num contexto abrangente, real, QUE NÃO É DE MÃO ÚNICA, um direito de poucos...

Pode ter certeza, falaremos mais sobre isso. =)
Até a próxima!

O Conhecimento é livre! Informe-se.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Construir um Brasil melhor está nas nossas mãos

Hoje navegando pelo Blog do Planalto me deparei com um texto interessante ... se não fosse ofensivo a capacidade de análise crítica de qualquer cidadão!

O texto em questão foi feito para divulgar o Hotsite feito especialmente para as comemorações do sete de setembro, programação e demais informações que de nada acrescentam ao cidadão... mas sim, desviam o foco dos reais problemas da nossa pátria amada BRASIL.

Segue abaixo o texto com alguns comentários carinhosos feitos por mim:

1) Texto do Blog do Planalto - "Já está no ar a página da internet que traz todas as informações sobre as comemorações da Semana da Pátria. No hotsite Sete de Setembro, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) coloca à disposição da população a programação do Desfile Cívico-Militar, que será realizado na próxima quarta-feira (7/9), em Brasília (DF), com a presença da presidenta Dilma Rousseff, além de eventos que acontecem na capital federal desde a última quinta-feira (1/9) em homenagem ao Dia da Independência".

1) Análise Crítica - "Os quatro mil ônibus do DF transportam diariamente 1,2 milhão de passageiros... O secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, concorda que há problemas. E diz que é preciso haver mais investimento e presença do Estado no setor. “Há falta de planejamento, de previsão, da presença do Estado”, comentou. Link para o texto completo. É mais fácil investir milhões em um evento para inglês ver, do que resolver a merda do transporte público em Brasília?! Mas político não pega ônibus...

2) "Sob o slogan “Construir um Brasil que avança está em nossas mãos”, a página permite ao usuário – na aba ‘Para Você’ – baixar papéis de parede alusivos ao desenvolvimento do país e, ainda, como opção para as crianças, os símbolos nacionais para colorir. Já na aba ‘Nosso Brasil’, o internauta tem acesso a informações sobre a bandeira, o selo e as armas nacionais, além de poder fazer o download da letra e áudio do Hino Nacional e do Hino da Independência".

2) Análise Crítica - "O governo federal já investiu R$ 57 milhões nessas cidades (Brasília e Goiás), sem grandes resultados. Por falta de planejamento, coordenação e controle, o dinheiro foi pulverizado..." Link para o texto completo. 57 milhões foram investidos e nada mudou?!?!?! Porra, já vi essa história... "O ex-deputado José Dirceu foi ovacionado ao chegar ontem à abertura do 4º Congresso Nacional do PT, sendo mais aplaudido até mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff". JOSÉ DIRCEU SENDO APLAUDIDO?!?! Aquele cara arrogante que saiu de fininho, quando o publicitário Marcos Valério foi "descoberto" em suas trambicagens...

Não é possível, acho que eu e a Secretaria de Comunicação do Planalto vivemos em lugares diferentes... eles vivem no mundo de Alice, onde não falta grana e toda fantasia é possível (as custas do suor e sangue do povo). Eu e mais de 90% da população vivemos no mundo de Nelson Rodrigues, onde tudo é sujo, sórdido e só os fortes (ou sortudos) sobrevivem.

Eu sou um anônimo. Assim como você.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

#O_Dia_Pela_Independência

No último domingo, realizamos a reunião em definição as atividades relacionadas ao Dia Pela Independência. O que está escrito abaixo É OFICIAL, qualquer informação veiculada que FOGE ao que está sendo posto aqui não terá nosso envolvimento.
Ata foi preparada pela Luiza, e todas as decisões foram tomadas em votação.


Ata de 4 de setembro.

Esta tem o dever de registrar as atividades relacionadas a Operação Dia Pela Independência, que será realizada no próximo 7 de setembro. Feriado, da "independência" do Brasil. Segue escopo:

6:00hrs na escadaria da Câmara dos Vereadores - Cinelândia, Rio de Janeiro.
Concentração até 6:30.
Nas arquibancadas, juntos, as 7:00hrs.
Todos irão no mesmo horário, quem perder a hora, perdeu!
Não é permitido, na área do desfile porte de materiais cortantes, haverá uma área de isolamento onde haverá resvista com detectores de metais. Água em garragas plásticas está permitido - alimentos também estão permitidos.
Vamos nos posicionar espaçadamente na melhor na segunda arquibancada próxima a Centrao do Brasil, para sermos eventualmente filmados. Mas principalmente podermos conversar com nossos vizinhos (que ainda nao sabem que são nós). Se eventualmente der algum tipo de conflito, teremos mais testemunhas conscientes.
Essa corrente de "fazer amizade" com o vizinho de arquibancada pode salvar nosso pequeno grupo e dar força ao movimento como um todo.
Eles não podem abrir a mochila, podemos enrolar as coisas eventualmente em casacos.
Luiz é nosso marca tempo oficial:
Na hora que ele colocar a máscara, todos colocam ao mesmo tempo.

Sobre o uso da força ao mandar retirar a máscara:
  • Que exista um procedimento padronizado, até das palavras que serão usadas na abordagem.
  • Que jamais ocorra toque, nem nos pertences e nem na pessoa.
  • Que a abertura de bolsas, mochilas, armários, seja feita pelo seu titular e que ele exiba o conteúdo através de manuseio dele próprio.
  • Que o procedimento seja filmado, com som, para permitir o esclarecimento de qualquer divergência.
  • Que exista um critério de seleção (sorteio, etc…) para evitar que a escolha dirigida do cidadão envolvido.
A última questão não pode ser controlada por nós, ele trabalham do jeito que trabalham. Não devemos dar motivo para despertar suspeita. Paz no coração, sempre!

Em caso de conflito com a polícia ou qualquer autoridade oficial (quando esta por acaso exigir a retirada da máscara do rosto):
"Obedecer" na hora e tentar uma conversa amiga, sempre acompanhado dos amigos todos. mascara nao pode ser posta para tras do rosto, nem para frente do peito. Isso pode parecer agressivo. na mão é mais facil inclusive de proteger a sua mascara tão querida de um ataque destruidor fulminante de abuso de autoridade. Evitar os rompantes/reflexos violentos é a coisa mais importante. Além de nao podermos "dar mole" com nossa imagem, não podemos sair de lá fraturados evidentemente. Não vale a pena!

Em caso de "voz de prisão".
Vamos todos juntos, presos e não presos. chegando na delegacia, o grupo aguarda comportado do lado de fora da delegacia, para evitar que os funcionários do local entrem em parafuso. Alguns de nós, os que se sentirem mais confortáveis, entram para apoiar mais de perto os que foram presos. Provavelmente nada vai acontecer, mas se a coisa complicar, entraremos todos, pacificamente, cameras na mão, filmando tudo (portanto carreguem suas baterias).

Ao final do desfile, reunidos ou não, voltaremos ao ponto de encontro oficial (13:00hrs).

O tempo de reunir novamente o grupo serve também para finalizar cartazes para a segunda fase do dia: manifestaçao. E para eventuais despedidas para quem quiser ir pra casa.

Informações sobre a ação da tarde serão definidas pelos presentes no ponto de encontro oficial.

Vale sempre lembrar:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local,sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

Contido na Constituição Estadual
Art. 9º, § 1º - Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, deficiência física ou mental, por ter cumprido pena nem por qualquer particularidade ou condição.

O movimento é seu.
Venha ajudar a decidir o caminho mais eficiente.
Para saber detalhadamente o que vai rolar basta acessar esse link: DOC - DIA PELA INDEPENDÊNCIA

Unidos como um.
Divididos por zero.

O Conhecimento é livre! Informe-se.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não deixa a imprensa pensar por você


O novo assunto assustador do momento é o perigoso grupo de hackers Anonymous! Basta dar uma rápida lida nos jornais, revistas e sites de notícias para chegar a conclusão de que estamos em perigo! Claro, você chega a essa conclusão porque a imprensa não quer que você faça uma análise crítica sobre o tema.

Enquanto a revista Info (o Civita é o dono da publicação e um dos mais nojentos barões da imprensa brasileira) classifica esse "periogoso" grupo como a nova ameaça mundial, o Globo (família Marinho) aponta o Anonymous como responsável por vazamentos de informações secretas e o New York Times (Murdoch) ajuda na histeria coletiva, alertando para o perigo de um ataque em massa.

Sinceramente, a trama é tão bem costurada por esses gigantes que fica praticamente impossível fazer uma análise crítica do quadro geral...

E é justamente aí que entra um grupo de pessoas que não se conforma em engolir toda essa merda que a imprensa oferece, que é financiada por grupos de "Novos Senhores de Escravos" . Esse mesmo grupo de pessoas fala abertamente de tentativas obscuras de impedir o fluxo de informações na internet, como o AI-5 Digital ... ou se reúne para doar sangue no Hemorio e conversar sobre as formas de ajudar na conscientização/formação do cidadão.

Esse grupo é o Anonymous.

Mutações

Saudações Anonymous,

Essa semana eu viagei um bocado. Falei sobre a Anonymous com muitas pessoas em diversas cidades diferentes. E isso é uma dádiva. Conversar sobre um fenômeno, que vem crescendo de uma forma tão diferente com pessoas com costumes diversos gera assunto pra tardes inteiras.

22anon3Quando nos perguntam o que é Anonymous a resposta é bem “batida”. “Anonymous é uma idéia”. Anonymous pode ser qualquer um: o carteiro, o barbeiro, o caixa, a recepcionista”. Isso passa uma idéia linda de inclusão colocando qualquer pessoa na condição de “um de nós”. Muitos que não estão nem aí para a causa se utilizam disso pra se intitular Anonymous, mas isso não vem ao caso.

Anonymous é uma idéia. E uma idéia passa por mudanças? Uma vez li de alguém... “Não paro de mudar de opinião, porque não paro de pensar”. Toda idéia passa por modificações, em busca de melhorias.

Os mais conservadores que me perdõem, mas uma coisa é fato. A Anonymous vem mudando. Hoje, posso dizer que não é apenas uma idéia, que permanece e transmite a impressão de algo abstrato, online. Anonymous hoje é um organismo, um corpo. Que se move, pensa, age e reage. De forma planejada ou não. É uma semente, que onde cai, se molda ao ambiente, a necessidade, ao povo. Respeitando suas respectivas culturas, linguagens e costumes.

No Rio, núcleo de muitas idéias – bendizendo, “movimentos filosóficos” – o que mais vejo é gente mostrando interesse em fazer parte (de como eles mesmo chamam: “movimento”). O que traz resultados diversos.

Quem chega e tem contato, independente de quem vier, quer se tornar um Anonymous. Não importa se criança, velho, novo. Homem, mulher. Conservador, liberal. Estudante, ou professor. Motorista ou passageiro. Quanto mais diversidade, quanto mais “democrático”, mais riscos se corre – muito se nega a respeito, .

A Anonymous precisa crescer, e cada dia, como um filho, ela cresce.

E enquanto membros desse corpo sabemos de nossa responsabilidade de mostrar, dia após dia, quem somos. Cada um de nós é responsável pelos passos que a Anonymous dá em cada reunião, cada operação. Por sucesso ou fracasso. Cada um de nós leva em suas máscaras e mentes essa responsabilidade. Muitos insinuam que “manifestações numerosas” são sinônimos de sucesso. Êpa!

Isso, categoricamente não me convence. Não vejo validade em ecos para nossas vozes. Mais valem cabeças pensantes. Como citei acima, estamos com uma imensa responsabilidade de fazer crescer esse que é um dos projetos mais democráticos e arrojados que a história do planeta moterno já viveu. É uma corrente de pensamento que precisa ser levada a sério, se mover certo. Para a “evolução realmente acontecer, precisamos cultivar o dever que todos enquanto indivíduos precisam se informar (embora isso gere uma outra sequência de ressalvas pois a idéia de se informar é móvel). Muitas pessoas que estão ao nosso lado talvez não saibam nem o que são conceitos básicos para nossa sobrevivência, ou se sabem não vivem em seu exercício.

Operações Anonymous lotadas talvez seriam a realização de uma meta, de divulgação e obtensão de resultados. Bate a sensação de dever cumprido, mas e a vivência? Enquanto estamos com máscaras, lutamos pela liberdade de buscar, sem fronteiras ou censura, viver uma realidade para todos. E quando a máscara cai? O nosso dia a dia… É vivida essa realidade? Essa realidade é levada para nossas conversas em padarias, filas de bancos, restaurantes? Não se trata de propaganda, trata-se de cidadania.

Cidadania que hoje é uma das palavras mais digitadas do GOOGLE, tem um dos conceitos práticos mais nulos da realidade que vivemos por falta de conhecimento. Muitos buscam cidadania. O que se sabe é que cidadania não se encontra, se vive! Se conquista.

Não se vive Anonymous pra sempre. Hoje nossas atitudes dimensionam nosso potencial dá uma altura, um comprimento e um peso. Precisamos agir de forma programada, pensada. Não se coloca (ou delega) responsabilidades em quem não tem condições de cumpri-las. Vejo que pessoas precisam de conhecimento, não precisam reproduzir o que falamos. Até porque não temos como saber se a informação vai chegar como se deve.

Anonymous vive, e vive mudando, se molda as culturas mais diversas e reage a situações mais críticas. Vamos a favor do povo! Com o dever de estimular o Conhecimento. Não precisamos tentar descobrir como termina alguma coisa que por ventura começa errado. Mentes que pensam chamam mais mentes.

O Conhecimento é, e sempre será livre! Porque temos liberdade de mudar nossa forma de pensar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

#Operation BrainStorm


Saudações Anonymous,
Todos sabemos que a Anonymous tem várias faces. E creio que a maioria acha tal ideologia "perfeita". Mas, seria ela tão imaculada assim? Na minha humilde opinião, pelo contrário. O fato de julgar o que cada Anonymous faz, enquanto "membro de um corpo", certo nos coloca numa condição de "cheque" frente a nossos próprios paradigmas. Onde cada ação tanto individual quanto coletiva, nos coloca em uma maré de reflexões - que automaticamente nos remete ao Conhecimento.
Somos Anonymous. Temos várias faces. Uma dela é a sua!
Enquanto indivíduos, munidos de valores éticos e morais, é óbvio que não levaremos o "tal julgamento do certo" ao pé-da-letra. Sempre teremos críticas ao que um ou outro possa estar fazendo. E essa nos coloca na condição diária de alvos de nossos próprios questionamentos. Se o que pensamos ou fazemos é realmente aceito pelos demais ou não.
E essa busca constante pelo aprendizado, fazendo desse questionamento um combustível diário nos faz estar aqui. Não apenas buscando formas inteligentes e pacíficas de protesto, mas também a plenitude de um idealismo que faz parte do caráter de cada um de nós. E que em muitos está adormecido.
A Anonymous é o movimento global mais democrático que já conheci. Não apenas por não ter hierarquia ou algo do tipo (o que não nos rotula como bagunça!), mas, por estarmos ao lado do ser humano, como pura e simplesmente habitante desta terra guardado pelos escritos de nossa Constituição.
E valorizando isso, a gente vem buscando formas cada vez mais audaciosas de alcançar a população que é a mais prejudicada em tudo o que é feito, ou em tudo que é mal feito.
Não queremos ser ONG ou algo parecido. Mas, queremos levar ao conhecimento do povo que ele pode. Que ele tem seus direitos, assim como seus deveres.
E a Operação BrainStorm foi criada com esse objetivo. Levar o Conhecimento a população de forma criativa e cativante. Levar essas pessoas o porquê dessa realidade que levam, e suas respectivas consequências. Sem deixar de cumprir a Fase 1 do Plano, que é de levar a população a ideia Anonymous e seus objetivos finais.
Sabemos que falta muito para alcançarmos unanimidade. E eu, particularmente, espero realmente que demoremos muito para chegar a essa condição. Temos muito a aprender uns com os outros e com os que vem nos conhecendo e chegando a cada dia.
O Rio de Janeiro é lindo! Mas, pode ficar ainda melhor! :)
Outro dia fui questionado de forma muito inteligente! Se o que queremos fazer é "fazer o povo sentir pena de si mesmo". Era certo que eu tinha a resposta. Mas, como transformar em palavras?
De certo a situação do nosso povo, se listarmos problema por problema, é passivo de sentir pena mesmo... Tá brabo. Porém nosso povo tem raça, e é isso que nos difere dos demais.
Todavia, o que eu vejo é, que a mesma capacidade e facilidade que o povo tem de enxergar seus problemas e tentar "respirar", ele tem de esquecê-los a curtíssimo prazo.
Mas, não tem problema, estaremos sempre aqui para lembrá-los. E amanhã será um dia daqueles.
Esperem por nós!
O Conhecimento é livre! Informe-se.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Matéria que saiu no JB



Nota Publicada Pelo Jornal do Brasil, muitas pessoas me procuraram para informar que a matéria estava sumindo, por isso, achei prudente colar aqui

Ciência e Tecnologia

Facção carioca do Anonymous prefere ações sociais ao invés de invadir sites

Jornal do Brasil
Estudantes universitários de várias partes do Brasilcostumavam promover uma olimpíada extra-oficial entre as instituições: vence quem conseguir o maior número de invasões bem sucedidas nas páginas da instituição alheia na internet. Um dos integrantes dessa trupe de "atletas virtuais" hoje não participa mais de atividades ilegais, e integra uma facção "do bem" do grupo  Anonymous, famoso entre os especialistas em invasões virtuais.
Em entrevista exclusiva ao JB. membros do grupo, que preferem não ser identificados, explicam não só como funciona outras facções do Anonymous – famosas por invadir as redes da Visa e da Sony – mas também o que pretende a sua vertente carioca, com ações totalmente dentro da lei, garantem.

1 / 6

Encontrar um membro do Anonymous não é muito fácil. e, quando localizados, aparecem usando máscaras características, a mesma do filme V de vingança.
O que se deve fazer para encontrá-los é se entranhar pelos caminhos mais obscuros da informática, atrás de perfis falsos que levam a salas secretas de IRC – tipo de chat que ficou famoso na década de 90 – onde se participa de conversas mais secretas ainda sobre a próxima operação de invasão a alguma rede, seja da Sony, seja do governo da Síria.
Também há como procurá-los de um jeito significativamente mais fácil. Doando sangue no Hemorio, por exemplo. Em uma cadeira vizinha, com uma agulha espetada no braço, pode estar um membro do Anonymous RJ, uma vertente dos Anons – como são apelidados – que acha que a cidade já tem problemas suficientes para que gastem o seu tempo derrubando o Facebook.
Você poderá identificá-los mesmo assim. Eles também estarão de máscaras e pedirão para você não revelar seus nomes verdadeiros. Todos têm seus codinomes  - utilizados nesta reportagem – mas apenas por um motivo: “Quem somos não é mais importante do que aquilo que defendemos”.
“Para exigir nossos direitos, temos que começar a cumprir nossos deveres como cidadãos”, explica Azek, que, além de ser um dos primeiros integrantes do Anonymous RJ, também é ex-membro do Anonymous internacional.
Busca por conscientização
É nisso que a vertente carioca do Anonymous diz se concentrar. Em vez de vazar documentos oficiais e invadir sites de governos opressores, o grupo decidiu buscar a conscientização da população – tudo dentro da lei. “A informação é livre, é uma questão de você se educar”, afirma o colega de Azek, Incógnito, de 22 anos.
“Se na Europa já existe uma cultura de se informar, buscar conhecimento, aqui no Brasil a população ainda não tem uma cultura nivelada”, diz outro integrante do Anonymous RJ, Bobo da Corte, de 19 anos. “Como eu posso falar com um cara de corrupção se ele já está preocupado se o salário vai mesmo sair no fim do mês?”, questiona.
“É mudar a sociedade de baixo para cima”, complementa Azek. Para ele, o Brasil e o Rio têm questões muitos diferentes das debatidas da Europa e nos Estados Unidos, o que tornaria essencial dar uma nova interpretação aos princípios de liberdade defendidos pelo Anonymous.
"Olimpíadas"
Azek, entretanto, nem sempre pensou assim. Quando era mais novo, hackeava por diversão. Na faculdade, quando estudava Ciência da Computação, participava do que chama de “olimpíadas”, uma competição em que os alunos de cada universidade tentavam invadir os sistemas uns dos outros. Azek então acabou entrando para um grupo de hackers, onde conheceu o alemão Nicholas Bush.
Juntos, eles se tornaram parte do Anonymous logo que o grupo surgiu. Hoje Nicholas é integrante do que Azek chama de “quartel-general da Alemanha” e está envolvido com as operações que tornaram o Anonymous mundialmente famoso, como a ameaça de derrubar o Facebook no dia 5 de novembro.
“Quando formei a minha família, vi que não valia a pena a exposição, o perigo de ser pego”, afirma Azek, referindo-se ao momento em que se casou e começou a pensar em outras maneiras de defender os princípios do Anonymous. Nessa época, ele decidiu deixar a linha de frente do grupo, mas continua até hoje a integrar uma seção chamada Prosec, responsável por cuidar dos servidores do Anonymous durante as operações de invasão a redes.
Anonymous RJ
No dia 30 de julho deste ano, o Anonymous colocou em prática a Operação Onslaught. A ação se deu em diversos países, como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Brasil, e acabou sendo uma das maiores em mobilização de Anons. Durante toda a noite, pessoas mascaradas foram às ruas com cartazes e panfletos, mas também com disposição de tirar dúvidas da população.
A operação foi parte da fase 1 do “Plano”, um planejamento de atuação que o grupo dividiu em três etapas, a serem cumpridas em um ano. Na primeira, o Anonymous é essencialmente divulgação. Os membros querem que o mundo os conheça, querem mostrar suas propostas, que incluem basicamente conceitos como livre fluxo da informação, transparência e democracia.
Como cada pequena célula dentro do Anonymous decide se comportar, contudo, é outra história. Por não ter uma estrutura fixa de hierarquia, cada Anon é livre para criar novas formas de atuação que se encaixem nos ideias gerais do grupo.
“Os membros mais experientes comandam as operações, mas não há uma pirâmide, o que traz, sim, um risco de que o grupo acabe se perdendo”, confessa Azek. “Ao mesmo tempo, há espaço para debate, o que eu acho essencial. Todos são Anonymous, ninguém está errado”, completa.
Sangue e passeata
E assim é possível que uma vertente como o Anonymous RJ apareça. Formado a partir das pessoas que se envolveram com a Operação Onslaught na cidade, surgiu o braço carioca da organização, que ficou famosa por invadir redes de empresas como a Visa. Mas, em vez de hackear, o grupo prefere ir doar sangue, comparecer à passeata pelo direito dos bombeiros e promover debates.
Mesmo assim, não é só porque essa liberdade existe que certa imagem não predomine. Afinal, o Anonymous que todos conhecem é o do hackativismo.
O Anonymous RJ tem, então, mais um desafio, que é o de lidar com as pessoas que querem se juntar a eles com uma ideia errada do que o grupo pretende. “Muitos nos procuram querendo queimar carros e quebrar tudo. Eles têm a energia, precisam apenas de redirecionamento”, diz Bobo da Corte.
“Queremos mudar a sociedade de baixo para cima, sem agressividade”, explica Azek. Ele defende que não adianta atacar as autoridades, porque é muito mais fácil superar os problemas com a ajuda do governo e da opinião pública. E para ter esse apoio não dá para descumprir a lei.
Mas isso não faz do Anonymous RJ uma ovelha negra, um grupo de desgarrados, eles garantem. Bobo da Corte conta que é uma questão de ponto de vista. Em vez de culpar o governo, eles preferem enxergar que todos nós somos responsáveis, cada um no devido grau.
“É o que o filme V de Vingança fala: se queremos achar um culpado, temos que nos olhar no espelho. Ninguém aqui quer ser herói. Heróis não deviam ser necessários. Eu não acho justo que eu tenha que me sacrificar para mostrar às pessoas que elas devem retomar o poder”, desabafa Bobo da Corte.
Mas, como Azek explica, é exatamente o que eles têm que fazer, porque, se a fase 1 é divulgação, a fase 2 é ação, providências concretas que comecem a trazer mudanças. Mas que ações seriam essas?
“Não faço ideia. Precisamos que as pessoas se juntem a nós para começarmos a pensar.”
Apuração: Maria Eduarda Ornellas

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu sou Anonymous!

Olá! Não estou aqui para explicar, nem confundir. Estou aqui para questionar.
Mas, para tal, eu preciso conhecer. E o Conhecimento é um longo caminho. Uma jornada. Jornada que a cada curva, a cada dia lindo ou chuvoso podemos contemplar acontecimentos que nos alegram e entristecem, a ponto de questionar a nossa verdadeira natureza em cada um desses acontecimentos.
Não estou aqui pra falar sobre verdades absolutas. Estou aqui para dar as boas vindas a uma realidade que vem para contribuir ao ambiente que já faz parte alguns dos veículos que acrescentamos a este blog. Outros blogs que, de forma independente questionam tudo o que vem acontecendo no nosso país. É muita informação, é verdade. Essa informação, bem ou mal, precisa ser catalizada. Analisada. Para que o conhecimento de fato seja alcançado e em sua plenitude entregue aos que mais precisam.
Não somos justiceiros, e nem vamos aqui tirar a razão de ninguém. Cada um dos colegas que aqui vai colaborar tem sua visão, sua análise pessoal frente ao "bater das portas" dos nossos tele-jornais todas as noites.
A Anonymous no Rio de Janeiro tem mais que um papel de buscar resolver problemas da corrupção, que inegavelmente assola o nosso país desde o descobrimento. É levar a população formas eficientes de se alcançar essa realidade. Fazer o povo ver que problemas de saneamento básico, educação pública, saúde pública, segurança, entre outras coisas é um direito que precisa ser - de forma inteligente - reivindicado, e de qualidade.
Não sabemos todos os problemas, nem temos suas soluções. Estamos aqui para discutir e conquistar, juntos.
Além disso, estaremos passando por aqui todos os nossos eventos, e claro, divulgando todas as novidades do que vem acontecendo no fórum WTP, no IRC e em outras mídias.
Se você acha que pode contribuir ou está vendo tanto quanto a gente, prazer! Você também é um Anonymous.
Esse espaço ainda está em fase de testes, portanto, use o espaço dos comentários para suas sugestões e críticas construtivas.
Até breve!